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Aos 62 anos, Colégio Agostiniano Nossa Senhora de Fátima amplia atuação para além dos muros e investe na valorização do tradicional Setor Aeroporto, em Goiânia
Toda cidade tem seus lugares especiais que parecem guardar um pouco do tempo. Endereços que atravessam gerações, veem as ruas mudarem de nome, os prédios surgirem, o movimento se deslocar, acompanham o crescimento urbano e acabam se tornando parte da memória cotidiana de quem vive ao redor. É o caso do Colégio Agostiniano Nossa Senhora de Fátima, no Setor Aeroporto, em Goiânia. Aos 62 anos, a instituição continua crescendo — só que, cada vez mais, estendendo sua presença para além dos muros.
A última, em comemoração do aniversário do colégio, é a fonte instalada em uma área pública da Avenida K, em frente ao Café com Fé. O espaço, que estava sem utilização, passou a integrar a paisagem do bairro a partir de uma ideia do diretor-geral do colégio, Eduardo Flauzino. Após as autorizações necessárias da Prefeitura de Goiânia, o colégio conduziu a realização da obra que transcendeu o espaço escolar e tornou-se uma paisagem querida pelas pessoas que ao passar por lá, não deixam de registrar a fonte em fotos.
Também passou a ser um símbolo da maneira como Flauzino vem conduzindo o crescimento do Agostiniano. Em vez de concentrar os investimentos apenas na estrutura escolar, o colégio passou a adquirir imóveis nas proximidades e a dar novos usos a espaços da região. Foi assim que surgiram, entre outros, o Café com Fé, a área de tênis e o Águas Beach. “A gente acredita no bairro”, resume o diretor.
A escolha de permanecer e crescer no Setor Aeroporto tem um significado particular para uma escola que já atravessou mais de seis décadas no mesmo endereço. O bairro, tradicional e próximo ao centro, viu Goiânia se expandir em outras direções. O Agostiniano, porém, continuou ali — e hoje reúne quase 3 mil alunos.
Os “donos do pedaço”
A história da instituição, porém, começou antes mesmo de sua chegada à capital. Vindos da Espanha, os padres agostinianos passaram inicialmente pelo interior de Goiás, na região de Jataí, onde participaram da criação de paróquias e colégios. Mais tarde, chegaram a Goiânia, onde construíram a Igreja Nossa Senhora de Fátima e deram início ao colégio que se tornaria uma referência educacional da cidade.
Ao longo dos anos, a escola passou por diferentes fases. Mas uma nova etapa começou com a recuperação de sua estrutura e a ampliação dos investimentos na área próxima à instituição. O resultado é um colégio que hoje ocupa uma posição de destaque no bairro pela dimensão que sua presença física ganhou na região. “A gente tem revitalizado todo o entorno”, afirma Flauzino. A aquisição de imóveis próximos chegou a provocar uma brincadeira entre moradores e frequentadores, que passaram a dizer que o Agostiniano estaria se tornando “dono do Setor Aeroporto”.
Por trás do comentário bem-humorado está uma mudança concreta na escala da instituição. O colégio, que durante décadas esteve concentrado em seu terreno original, passou a participar mais ativamente da dinâmica da região. E essa presença não se resume à expansão física: os novos espaços trouxeram gastronomia, esporte e convivência para uma área que também é frequentada por quem não tem ligação direta com o Agostiniano — uma instituição profundamente ligada à memória de Goiânia, mas interessada em continuar fazendo parte de sua transformação. No Setor Aeroporto, a água da fonte agora corre. E, com ela, segue também uma trajetória que começou há muito tempo, mas ainda tem muito caminho pela frente. A fonte é discreta. A história, nem tanto


