Cozinha raiz goiana vai ganhar novo patamar com técnicas da alta gastronomia
Chef Gilmar Borges assume conceito gastronômico do Catulé Cozinha e Arte, novo restaurante da Rua do Lazer, em Pirenópolis, ao fazer releitura de pratos típicos goianos aplicando técnicas culinárias consagradas mundialmente
Um dos grandes desafios profissionais de um chef é, mesmo após atingir a perfeição, seguir inovando e apresentando novas formas de apresentar receitas conhecidas. O chef Gilmar Borges, que ostenta o título de Embaixador da Gastronomia Brasileira por Goiás e pela região Centro-Oeste, leva esse desafio à risca, por isso está sempre em busca de projetos que o alcem a patamares cada vez mais altos, em termos de extrair sabor de alimentos conhecidos pelo público.
Gilmar Borges já foi premiado duas vezes pelo Oscar da Cozinha Brasileira. Neste novo projeto, ele lançou mão da sua expertise na hora de elaborar o conceito gastronômico e assinar o cardápio do mais novo restaurante que a Rua do Lazer em Pirenópolis vai ganhar, a partir de 29 de maio, o Catulé Cozinha e Arte.
Ele quem está à frente dessa nova proposta gastronômica, que apresentará aos turistas, uma forma diferente de saborear pratos clássicos da culinária regional e brasileira, sempre priorizando os ingredientes e fornecedores da região.
Catulé Sabor e Arte
Famoso point gastronômico da cidade, a Rua do Lazer reúne centenas de turistas a cada final de semana e feriado. É um importante lugar para apresentar talentos gastronômicos da cidade, a criatividade e inventividade dos chefs locais, na expectativa de encantar turistas e receber indicações.
Ao fazer um estudo crítico sobre os restaurantes locais, Gilmar Borges percebeu que pouco se apresentava da gastronomia raiz goiana. E foi a partir daí que nasceu o seu conceito gastronômico aplicado ao Catulé.
“Quando eu parei para elaborar o conceito gastronômico da casa, eu pensei em trazer pratos que nós não vemos mais em restaurantes tradicionais da cidade. Pensei, então, em fazer uma comida com ingredientes oriundos da região, oferecendo alguns pratos elaborados com ingredientes do próprio Cerrado, como a castanha de baru, pequi e a gueroba”, explica Gilmar Borges.
Processo criativo
Dessa forma, frutas, castanhas, peixes cultivados na região e carne de lata, foram entrando no conceito criativo e dando vida a receitas clássicas. Os drinks, ganharam adição de cajazinho, jabuticaba.
Os vinhos, selecionados entre os produtores do Cerrado. A entradinha de queijos e embutidos para acompanhar, também vem de produtores locais, dando ainda mais originalidade à degustação inicial de um menu pensado em todos os detalhes.
A tradicional carne de lata virou carne confitada ao passar pela técnica ancestral aprimorada nas cozinhas francesas. A galinhada inspirou o risoto de galinha caipira.
E para adoçar o paladar, doces cristalizados tão presentes na cultura goiana dividem espaço no cardápio com ambrosia e o pudim de cajuzinho do cerrado.

“Nos inspiramos em receitas centenárias, essas receitas de tradição goiana, e trabalhamos com técnicas da alta gastronomia, da gastronomia contemporânea, de forma a imprimir originalidade, transformando pratos conhecidos em pratos autorais”, finaliza o chef Gilmar Borges (FOTO).


