Eventos corporativos apostam em esporte e experiências para aproximar equipes
Educador físico e profissional de eventos Vitor Ramos explica como campeonatos, atividades recreativas e ações de integração podem fortalecer o relacionamento entre funcionários
Durante muito tempo, festa de fim de ano, campeonato interno e comemoração de datas especiais foram tratados pelas empresas como momentos pontuais de confraternização. Hoje, esses eventos começam a ganhar outra função dentro das organizações: criar experiências capazes de aproximar equipes, estimular a participação dos funcionários e fortalecer vínculos fora da rotina de trabalho.
Em Goiás, o profissional de eventos Vitor Ramos, que também é educador físico, acompanha esse movimento na organização de atividades esportivas, recreativas e corporativas para sindicatos, instituições e empresas. Atualmente, ele atua como assessor de eventos do Sindicato das Indústrias Químicas, Farmacêuticas e de Material Plástico do Estado de Goiás e coordena ações e atividades esportivas em parceria com o SESI.
“Quando a empresa organiza uma atividade esportiva ou recreativa, não é só sobre fazer um campeonato ou uma festa. É preciso pensar em como as pessoas vão participar, como a equipe vai interagir e como aquele momento pode aproximar funcionários que muitas vezes convivem durante o ano, mas não têm oportunidade de se relacionar fora da rotina”, explica.
A formação em Educação Física também influencia a atuação na produção de eventos, principalmente na organização de atividades coletivas, logística, condução de equipes e criação de experiências para diferentes públicos. Atualmente, Ramos também trabalha no desenvolvimento de projetos de maior porte para empresas e indústrias, incluindo uma proposta de liga de futebol corporativo com atividades ao longo do ano.
Para ele, o esporte pode ser uma ferramenta de integração dentro das organizações. “Uma competição esportiva consegue colocar pessoas de áreas diferentes no mesmo ambiente, com um objetivo em comum. Isso gera interação de uma maneira muito natural”, afirma.
Um dos projetos em desenvolvimento para o próximo ano é uma liga de futebol corporativo, reunindo funcionários de diferentes empresas em uma programação ao longo do ano.
A proposta é transformar o campeonato em uma experiência contínua, criando oportunidades de relacionamento entre participantes e empresas.
“A ideia da liga é justamente não fazer um evento isolado. A empresa participa ao longo do ano, os funcionários criam uma rotina de convivência e isso também abre espaço para networking entre as empresas. O esporte acaba sendo o ponto de encontro”, explica.
Esse modelo também acompanha uma mudança na própria contratação de eventos corporativos. Em vez de contratar fornecedores separados para cada atividade, empresas passam a buscar profissionais capazes de coordenar diferentes etapas da experiência, desde a concepção até a execução.
Segundo Vitor, esse é um mercado que ainda tem espaço para crescer em Goiás, principalmente entre grandes empresas e indústrias.
“Existe uma oportunidade muito grande para as empresas pensarem seus eventos de uma forma mais completa. Não é só contratar alguém para fazer uma festa. É entender o objetivo daquela ação, pensar nas entregas, montar a equipe e cuidar de toda a experiência”, afirma.


