Segundo Censo de 2022 do IBGE, nos 74,1 milhões de domicílios do país, em 15,9% (ou 11,8 milhões) viviam apenas um morador. Outro levantamento revela que o número de solteiros é maior do que o dos casados no Brasil. Especialista do mercado imobiliário explica as diferenças entre os tipos de imóveis voltados para esse público dos “avulsos”

Um levantamento realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2021, já havia apontado que, no Brasil, o número de pessoas que se declaram solteiras é maior do que dos que se dizem casados. São 81 milhões dos chamados “avulsos” contra 63 milhões de casados. Dados do último censo do IBGE, feito em 2022, confirmam essa tendência das pessoas estarem vivendo, e bem, sozinhas: dos 74,1 milhões de domicílios do país, em quase 16% (15,9%), ou 11,8 milhões, vivem apenas um morador, formando o que chamamos de famílias unipessoais. Na comparação com o Censo anterior, de 2012, esse percentual era de 12,2%.

A escolha por viver só tem se tornado tão relevante e presente que existe até uma data para sua celebração: 15 de agosto, Dia do Solteiro. Essa mudança de comportamento das pessoas tem impacto em muitos mercados, um deles é o imobiliário, que já percebe um significativo aumento na demanda por imóveis compactos de alto padrão. “Há muito tempo temos no mercado as unidades menores para atender pessoas solteiras ou famílias sem filhos, mas, com exceção das kitnets, eles tinham um perfil diferente dos atuais, pois eram ‘mistos’ de residencial com hotel (apart-hotel), ou seja, possuíam serviços de hotel integrados ao condomínio. Esse modelo agora não é muito comum no Brasil, pois o perfil do usuário mudou e também a dinâmica do mercado”, observa Henrique Campelo, gerente comercial e de marketing da Euro Incorporações, empresa que tem vários lançamentos imobiliários com metragens entre 60² e 90², numa das regiões mais nobres de Goiânia, sudeste da capital.

Segundo Henrique, ainda existem alguns residenciais com serviço, mas muitas pessoas não sentem essa necessidade, pois já têm suas preferências e até mesmo o uso em larga escala dos aplicativos de entrega contribuiu para tal mudança. Hoje quem procura um imóvel compacto, seja um loft, estúdio, flat ou kitnete dá muito mais valor ao conforto, a plantas modernas e, principalmente, à localização estratégica. Um tipo de imóvel que inclusive apresenta uma grande procura por investidores, já que gera um alto retorno financeiro em locação, comparado aos imóveis mais tradicionais”, afirma o gerente.

Henrique Campelo conta que a Euro Incorporações sentiu a alta dessa demanda pelo compacto de alto padrão em um de seus últimos projetos, o Euro Towers Live Office, que foi lançado em outubro de 2022 e teve 100 % das suas unidades de até 70m² (2 quartos, sendo uma suíte) vendidas no dia do lançamento. Situado ao lado do Alphaville Araguaia, região sudeste de Goiânia, o empreendimento adota o conceito de uso misto com salas comerciais, lajes corporativas e apartamentos compactos de luxo. O Euro Towers Live Office que será entregue em 2026, já está com mais de 80% de suas unidades comercializadas. “Hoje, as últimas unidades disponíveis são de flats e lofts duplex de 75m² a 152 m², com uma ou duas suítes, e com duas, três ou quatro vagas de garagem, mais escaninho”, revela.

Entenda os diferentes tipos de imóveis compactos

Se você é solteiro e está a procura de um imóvel para viver bem a sua solteirice, o gerente comercial e de marketing da Euro Incorporações explica a seguir as diferenças essenciais entre as tipologias de imóveis voltadas para esse público dos “avulsos”.

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